domingo, 22 de julho de 2012

MENSAGEM BÍBLICA: FRUTO DO ESPÍRITO - BENIGNIDADE

Benignidade

A benignidade significa gentileza, doçura de temperamento, sobretudo com as pessoas simples. Diz respeito a pessoa que vai além da tolerância de não desejar o mal a ninguém, e da benevolência de querer o bem a todos.

A pessoa que manifesta a benignidade possui uma disposição graciosa, a qual abrange ternura, compaixão e brandura, e flui da pureza interior.

A palavra benignidade, no original do Novo Testamento, não significa apenas a qualidade de ser puro e bom, mas também, ser devotado a atos e atitudes bondosas.

A benignidade nos predispõe a fazer o que é bom. Ela está estreitamente associada à bondade, isto é, à prática de ações benignas.

O benigno é benévolo, suave, brando, agradável, não perigoso, nem maligno.

A benignidade e a bondade são aspectos tão íntimos do fruto do Espírito que é difícil distingui-los. Quem é bom, também é benigno e vice-versa.

Ambas originam-se do amor. A benignidade é amor compassivo; e a bondade, amor atuante, em ação.

Estas virtudes, produzidas em nós pelo Espírito Santo, aludem ao nosso relacionamento com o próximo.

A benignidade é o reconhecimento de que a personalidade humana é valiosa, devendo ser manejada com cuidado.

A benignidade tem muito haver com misericórdia ou compaixão (Efésios 4.32). Esta virtude é uma dimensão do fruto do Espírito que não pode faltar ao cristão (Pv 3.3,4).

A benignidade é a virtude que uma pessoa tem de fazer com que os outros se sintam à vontade em sua presença.

Ela também se caracteriza pelo esforço demonstrado por alguém para evitar que algum mal venha sobre os outros.

Benignidade é o interesse que alguém tem em sentir o que seu próximo sente. Se o outro chora, o benigno chora; se o outro ri, o benigno ri; se o outro está angustiado, o benigno se angustia.

Assim, em lugar de “não estar nem aí” pelo outro, o benigno se interessa não só pelas necessidades do outro, mas pelos seus sentimentos.

Benignidade tem a ver com receptividade ao gesto do outro. Ela é calorosa na iniciativa de cumprimentar, na retribuição do cumprimento, da procura e do abraço.

Ela tem a ver com o reconhecimento das qualidades e das ações do outro. Deve se expressar em aplauso, em elogio, em palavras de incentivo.

Ser benigno é tratar os outros, como Deus os trata. É olhar para os outros, como Deus os olha.

O modelo de nossa benignidade é o comportamento de Deus, que é benigno (Lucas 6.35). Ele é benigno porque Sua misericórdia para conosco não depende de nossa fidelidade ou de nossa gratidão (Tito 3.3,4).

Deus é benigno por Sua obra de redenção. Somos salvos pela benignidade do Pai, ao nos dar Seu Filho, sem esperar nada em troca, para que nós tivéssemos vida.

A Bíblia fala da benignidade de Jesus (2 Coríntios 10.1). É dessa Fonte que o Espírito Santo transmite a benignidade como fruto (2 Coríntios 6.6).

A benignidade é dom de Deus, que podemos desenvolver seguindo o exemplo de Cristo e sendo ajudados pelo Espírito Santo.

Um comentário:

  1. O benigno é aquele que permanece fiel aos princípios do principal mandamento de relacionamento primeiramente a Deus e depois ao próximo; Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo. Como um dos frutos do Espírito Santo tem em sua essência assegurar ao próximo uma vida pautada pela interação amistosa entre irmãos onde a paz, o amor e solidariedade caminham de mãos dadas. Pr. Newton Caetano de Mello, teólogo, pós graduado em Docência de Ensino Superior e membro da Assembleia de Deus de Vila Nova, Goiânia-GO.

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