quarta-feira, 18 de julho de 2012

MENSAGEM BÍBLICA: BOA CONSCIÊNCIA

“Orai por nós, pois estamos persuadidos de termos boa consciência, desejando em todas as coisas viver condignamente” (Hebreus 13.18). O verdadeiro cristão deve andar com consciência limpa diante de Deus.
 
A consciência não é um órgão físico que se pode ver, operar ou transplantar, mas mesmo assim ela existe e está presente na vida de cada um de nós.
 
De onde vem a consciência? Qual é sua finalidade?
 
A consciência é uma instância, um poder implantado em nós que avalia moralmente os nossos atos, nossos pensamentos, nossos planos e opiniões.
 
É o sentido moral entre o correto e o incorreto, presente em maior ou menor grau, em todos os seres humanos.
 
“Estes mostram a norma da lei gravada no seu coração, testemunhando-lhes também a consciência e os seus pensamentos, mutuamente acusando-se ou defendendo-se” (Romanos 2.15).
 
É a capacidade de julgar moralmente os próprios atos.
 
“É necessário que lhe estejais sujeitos, não somente por causa do temor da punição, mas também por dever de consciência” (Romanos 13.5).
 
“Porque de nada me argúi a consciência; contudo, nem por isso me dou por justificado, pois quem me julga é o Senhor” (1 Coríntios 4.4).
 
O consciente é aquele que sabe o que faz ou o que deve fazer: “pelo contrário, rejeitamos as coisas que, por vergonhosas, se ocultam, não andando com astúcia, nem adulterando a palavra de Deus; antes, nos recomendamos à consciência de todo homem, na presença de Deus, pela manifestação da verdade” (2 Coríntios 4.2).

 A consciência atua como o “acusador” divino, pois ela nos acusa quando fazemos algo errado.
 
“Mas, ouvindo eles esta resposta e acusados pela própria consciência, foram-se retirando um por um, a começar pelos mais velhos até os últimos, ficando só Jesus e a mulher no meio onde estava” (João 8.9).
 
Todas as pessoas que acusavam a mulher adúltera perceberam que também eram culpadas, pois, suas consciências pesaram.
 
Deus colocou a consciência em nós fazendo-a funcionar como acusador e como canal através do qual Ele fala conosco.
 
Ela expõe nossa culpa diante de Deus e nos leva ao arrependimento e ao perdão. Quem cede à sua consciência acusadora e se refugia junto a Jesus receberá o perdão!
 
Mas a consciência pode ser manipulada e, em casos extremos, usada pelo próprio diabo. Por isso é vitalmente importante sabermos a quem nossa consciência está sujeita e a quem ela é submissa.
 
Muitas vezes somos dialéticos. Estamos conscientes de que fizemos algo errado, pois uma voz em nosso interior nos diz isso de maneira clara e inequívoca. Mas imediatamente outra voz se faz ouvir, a voz da dialética, o advogado do mal. Sabemos o que ele mais gosta de nos dizer: “Não importa. Não leve as coisas tão a sério. Todo mundo faz isso. Ninguém viu nada. Não consegui agir de outra maneira. Foi só uma vez”.
 
É dessa maneira ou com argumentos semelhantes que essa voz se faz ouvir. Ela tenta minimizar aquilo que realmente aconteceu, tenta torcer a verdade e mostrar que o erro não foi tão grande assim. Essa voz satânica contradiz a voz da consciência que tenta se manifestar.
 
Aqueles que seguem a mentira têm a consciência cauterizada e corrompida. Esta é uma característica típica dos tempos finais e um sinal de apostasia:
 
“Ora, o Espírito afirma expressamente que, nos últimos tempos, alguns apostatarão da fé, por obedecerem a espíritos enganadores e a ensinos de demônios, pela hipocrisia dos que falam mentiras e têm cauterizada a própria consciência” (1 Timóteo 4.1-2).
 
“Todas as coisas são puras para os puros; todavia, para os impuros e descrentes, nada é puro. Porque tanto a mente como a consciência deles estão corrompidas” (Tito 1. 15).
 
Nossa consciência deve ser dominada unicamente por Jesus Cristo: “muito mais o sangue de Cristo, que, pelo Espírito eterno, a si mesmo se ofereceu sem mácula a Deus, purificará a nossa consciência de obras mortas, para servimos ao Deus vivo!” (Hebreus 9.14); “... a indagação de uma boa consciência para com Deus, por meio da ressurreição de Jesus Cristo” (1 Pedro 3.21).
 
“Tendo, pois, irmãos, intrepidez para entrar no Santo dos Santos, pelo sangue de Jesus, pelo novo e vivo caminho que ele nos consagrou pelo véu, isto é, pela sua carne, e tendo grande sacerdote sobre a casa de Deus, aproximemo-nos, com sincero coração, em plena certeza de fé, tendo o coração purificado de má consciência e lavado o corpo com água pura” (Hebreus 10.19-22).
 
Toda consciência necessita ser iluminada por Deus, pois, o contrário pode fazer naufragar a fé.
 
“Este é o dever de que te encarrego, ó filho Timóteo, segundo as profecias de que antecipadamente foste objeto: combate, firmado nelas, o bom combate, mantendo fé e boa consciência, porquanto alguns, tendo rejeitado a boa consciência, vieram a naufragar na fé” (1 Timóteo 1.18,19).
 
Muitos negam-se a ouvir a voz da consciência porque ela incomoda, pois ela fica advertindo e alertando constantemente. Mas um dia a pessoa se vê confrontada com o resultado dessa atitude e percebe que tudo está perdido, que naufragou na fé por ter deixado de ouvir sua própria consciência.
 
A consciência precisa ensinada, precisa aprender a orientar-se pelas Escrituras, precisa ser dirigida pelo Espírito Santo.
 
Nossa consciência deve ter por base o padrão de Jesus Cristo. Se ela não O tiver como parâmetro, será constantemente influenciada pelo mal, relativizando tudo, seguindo o lema: “Mas não foi tão grave assim. Quem leva as coisas tão a sério?”
 
Os apóstolos se empenhavam em manter uma boa consciência: “antes, santificai a Cristo, como Senhor, em vosso coração, estando sempre preparados para responder a todo aquele que vos pedir razão da esperança que há em vós, fazendo-o, todavia, com mansidão e temor, com boa consciência, de modo que, naquilo em que falam contra vós outros, fiquem envergonhados os que difamam o vosso bom procedimento em Cristo” (1 Pedro 3.16).
 
“... Varões, irmãos, tenho andado diante de Deus com toda a boa consciência até ao dia de hoje” (Atos 23.1).
 
“Porque a nossa glória é esta: o testemunho da nossa consciência, de que, com santidade e sinceridade de Deus, não com sabedoria humana, mas, na graça divina, temos vivido no mundo e mais especialmente para convosco” (2 Coríntios 1.12).
 
“Ora, o intuito da presente admoestação visa ao amor que procede de coração puro, e de consciência boa, de fé sem hipocrisia” (1 Timóteo 1.5); “conservando o mistério da fé com a consciência limpa” (1 Timóteo 3.9).
 
Assim como um relógio deve ser acertado de tempos em tempos, nossa consciência precisa ajustar-se à Bíblia, para que possamos declarar:
 
“Digo a verdade em Cristo, não minto, testemunhando comigo, no Espírito Santo, a minha própria consciência” (Romanos 9.1).
 
Acontece de um novo crente ter uma consciência fraca por ser ainda novo na fé e, por isso necessita de um certo cuidado especial: “Acolhei ao que é débil na fé...” (Rm 14.1); “...e a consciência destes, por ser fraca...” (1 Co 8.7/ confere 1 Coríntios 8; 10.24-33).
 
Todo cristão deve andar com a consciência limpa e boa diante de Deus e dos homens
 
“Por isso, também me esforço por ter sempre consciência pura diante de Deus e dos homens” (Atos 24.16).

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