terça-feira, 17 de julho de 2012

MENSAGEM BÍBLICA: COMO VASO NAS MÃOS DO OLEIRO

“Ora, numa grande casa, não somente há vasos de ouro e de prata, mas também de madeira e de barro; e uns, na verdade, para uso honroso, outros, porém, para uso desonroso. Se, pois, alguém se purificar destas coisas, será vaso para honra, santificado e útil ao Senhor, preparado para toda boa obra” (2Tm 2.20,21). 

Acontecimento do dia-a-dia e aparentemente trivial pode se tornar um meio da revelação divina. A Bíblia costuma chamar, de modo figurado, o Deus Criador de Oleiro e o Seu povo, os vasos de Sua criação.

Quando a Bíblia chama o Deus Criador figuradamente de Oleiro, todos aqueles que querem ser verdadeiros cristãos devem se colocar em condição de vaso de barro.

“Ai dos que escondem profundamente o seu propósito do Senhor, e as suas próprias obras fazem às escuras, e dizem: Quem nos vê? Quem nos conhece? Que perversidade a vossa! Como se o oleiro fosse igual ao barro, e a obra dissesse do seu artífice: Ele não me fez; e a coisa feita dissesse do seu oleiro: Ele nada sabe” (Isaías 29.15,16).
 
“Ai daquele que contende com o seu Criador! E não passa de um caco de barro entre outros cacos. Acaso, dirá o barro ao que lhe dá a forma: Que fazes? Ou: A tua obra não tem alça” (Isaías 45.9).
 
“Mas agora, ó Senhor, tu és nosso Pai, nós somos o barro, e tu, o nosso oleiro; e todos nós, obra das tuas mãos” (Isaías 64.8).
 
“Quem és tu, ó homem, para discutires com Deus?! Porventura, pode o objeto perguntar a quem o fez: Por que me fizeste assim? Ou não tem o oleiro direito sobre a massa, para do mesmo barro fazer um vaso para honra e outro, para desonra? Que diremos, pois, se Deus, querendo mostrar a sua ira e dar a conhecer o seu poder, suportou com muita longanimidade os vasos de ira, preparados para a perdição, a fim de que também desse a conhecer as riquezas da sua glória em vasos de misericórdia, que para glória preparou de antemão, os quais somos nós, a quem também chamou, não só dentre os judeus, mas também dentre os gentios?” (Romanos 9.20-24).

A conduta do verdadeiro cristão deve ser de reconhecer a Soberania do Deus Criador e reconhecer a sua condição de criatura. Não deve questionar o agir de Deus; não deve questionar a maneira de Deus agir; não deve contender com Deus, como se soubesse mais do que Ele. Deve estar submisso a vontade de Deus; deve estar sempre no lugar onde Deus o estabeleceu e jamais desejar o lugar onde Ele nunca desejou.

Em Jeremias 18.1-17, na olaria, onde o oleiro faz e refaz os seus vasos, o profeta Jeremias descobre a ação de Deus, que modela e remodela o Seu povo conforme os seus desígnios. Deus ordenou que Jeremias fosse à casa do oleiro; aí observou que o oleiro fazia um vaso de barro. O vaso partiu-se nas mãos do oleiro, o qual o refez, porém, diferente do vaso anterior.

Esta parábola contém várias lições importantes sobre a obra de Deus em nossa vida. Nossa submissão a Deus como Aquele que molda tanto o nosso caráter quanto o nosso serviço para Ele, determina, em grande parte, o que Ele pode fazer através de nós. A falta de profunda dedicação a Deus, da nossa parte, pode estorvar Seu propósito original para nossa vida (Jeremias 18.10).

Deus, se quiser, pode mudar Seus planos para a nossa vida, fazer de nós outro vaso, conforme o que parecer bem aos Seus olhos fazer:

“Como o vaso que o oleiro fazia de barro se lhe estragou na mão, tornou a fazer dele outro vaso, segundo bem lhe pareceu. Então, veio a mim a palavra do Senhor: Não poderei eu fazer de vós como fez este oleiro, ó casa de Israel? – diz o Senhor; eis que, como o barro na mão do oleiro, assim sois vós na minha mão, ó casa de Israel” (Jr 18.4-6).

Assim como o oleiro remodela os vasos de barros para os aperfeiçoarem, do mesmo modo o cristão é remodelado por Deus para o seu aperfeiçoamento espiritual (confere: Jeremias 18.7-11). Com isso, o verdadeiro cristão está sempre aberto para as exortações e disposto a correção. Ele aceita a disciplina de Deus.

“Sabe, pois, no teu coração, que, como um homem disciplina a seu filho, assim te disciplina o Senhor, teu Deus” (Deuteronômio 8.5).
 
“Bem-aventurado é o homem a quem Deus disciplina; não desprezes, pois, a disciplina do Todo-Poderoso” (Jó 5.17).
 
“Filho meu, não rejeites a disciplina do Senhor, nem te enfades da sua repreensão. Porque o Senhor repreende a quem ama, assim como o pai, ao filho a quem quer bem” (Provérbios 3.11,12).
 
“É para disciplina que perseverais (Deus vos trata como filhos); pois que filho há que o pai não corrige?... Toda disciplina, com efeito, no momento não parece ser motivo de alegria, mas de tristeza; ao depois, entretanto, produz fruto pacífico aos que têm sido por ela exercitados, fruto de justiça” (Hebreus 12.7,11).
 
“Eu repreendo e disciplino a quantos amo. Sê, pois, zeloso e arrepende-te. Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele, comigo” (Apocalipse 3.19,20).

Conforme Jeremias 18.12-17, o verdadeiro cristão não anda conforme os próprios projetos, mas está sempre em submissão a vontade de Deus; não abandona o seu Criador nem se esquece dEle; não se envereda com as obras infrutíferas das trevas; tem sempre a proteção e o cuidado de Deus.

Todo verdadeiro cristão deve querer ser um vaso nas mãos do Senhor. Devemos sempre desejar ser moldados pelas mãos do Deus Criador. Que o Senhor venha moldar o nosso coração, todo nosso caráter, todo o nosso ser conforme os Seus desígnios, para que possamos exaltá-lO, adorá-lO de todo o nosso coração, e entendermos o Seu querer, e conhecê-lO profundamente a cada dia!
 

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