domingo, 22 de julho de 2012

MENSAGEM BÍBLICA: FRUTO DO ESPÍRITO - AMOR

O fruto do Espírito representa nove diferentes valores. 

Em Gálatas 5.22, encontramos essas nove virtudes: amor (caridade), alegria (gozo), paz, longanimidade (paciência), benignidade, bondade, fé (fidelidade), mansidão e temperança (domínio próprio); todas elas dentro do fruto do Espírito.

Amor

A primeira virtude do fruto do Espírito é o amor divino ou ágape, o qual é abnegado, profundo e constante; sua maior expressão encontra-se em Deus e no ato de Cristo na cruz.

O amor é a essência de todas as virtudes morais de Cristo originadas pelo Espírito Santo, e implantadas no crente. O amor, em seu conceito mais sublime, é personificado em Deus.

A melhor e mais curta definição do amor é Deus, pois, Deus é Amor. Este foi manifesto à humanidade por Jesus Cristo (João 3.16; 13.1/ Romanos 5.8/ 1 João 4.9,10).

Cristo é o amor encarnado, a própria personificação do amor perseverante, doador e sacrifical (João 1.14; 13.1; 15.9-13/ 2 Coríntios 8.9).

Há pelo menos quatro tipos de amor:

1) O amor divino é expresso pela palavra grega ágape (João 3.16). Esta perfeita e inigualável virtude abrange nosso intelecto, emoções, vontade, enfim, todo o nosso ser. O Espírito Santo a manifestará em nós à proporção que Lhe entregamos inteiramente a vida. Este predicado flui de Deus para nós que o retornamos em louvor a Deus, adoração, serviço e obediência a Sua Palavra (1 João 4.19). É o amor ágape descrito em 1 Coríntios 13.

2) Em 2 Pedro 1.7, encontramos o amor expresso pela palavra original philia (phileo), que significa “amor fraternal ou bondade fraterna e afeição”. É amizade, um amor humano, limitado. Esse tipo é essencial nos relacionamentos interpessoais, no entanto, é inferior ao ágape, porquanto depende de uma reciprocidade; ou seja, somos amigáveis e amorosos somente com os que assim agem (Lucas 6.32).

3) Há outro aspecto do amor humano, o qual não é mencionado na Bíblia: o eros. Este é o amor físico proveniente dos sentidos naturais, instintos e paixões. Costuma basear-se no que vemos e sentimos; pode ser egoísta, temporário e superficial, e tornar-se concupiscência. É inferior aos outros porque muitas vezes é usado levianamente.

4) Há ainda outro tipo de amor definido pelos gregos, storge, o amor do núcleo familiar. O maior desses é o amor ágape, o amor de Deus, que foi manifestado na vida de Jesus.

Amor é a suprema virtude do fruto espiritual! Jesus foi persistente ao ensinar os discípulos acerca do amor (João 13.34,35).

Pelo fruto do Espírito, somos desafiados a amar mesmo nossos inimigos (Mateus 5.43-46/ Romanos 12.9,10,14,17-21). Este é um ato de escolha, de vontade, e não pode ser dependente de um possível retorno por parte de quem nos ofende. É uma vitória sobre a natureza carnal, e dificilmente se consegue isto sem auxílio do Senhor Jesus.

O amor é a essência da vida cristã. É maior do que a fé, a esperança (1 Coríntios 13.13), e os dons espirituais (1 Coríntios 12.31; 13.8-10). Procede de Deus (1 João 4.7), ou melhor, é a expressão do próprio Deus (1 João 4.8) e está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo (Romanos 5.5).

É o amor que tanto nos move a viver de acordo com o padrão divino quanto impulsiona para exercitar o amor (2 Coríntios 5.14).

O cristão torna-se mais parecido com Cristo no amor do Espírito Santo (Colossenses 1.8).

Se o nosso amor é uma extensão do amor de Cristo, frutificaremos abundantemente em casa, no trabalho, na escola, na igreja.

O amor é a chave de ouro para abrir a porta da frutificação espiritual. Em 1 Coríntios 13.4-7, se fala das nove virtudes espirituais, mencionadas em Gálatas 5.22, todas vinculadas ao amor.

Aqui se esconde uma realidade muito importante. Todas as virtudes espirituais têm no amor a sua origem (confere: Colossenses 3.12-14).

Assim, o fruto é o amor, mas as outras virtudes são reflexos dele:

a) Amor. “não busca o seu próprio interesse, não é egocêntrico” (1 Coríntios 13.5);

b) alegria. “não se alegra com a injustiça, mas com a verdade” (versículo 5);

c) paz. “não se exaspera, nem se irrita, mas é sereno, mesmo nas dificuldades” (versículo 5);

d) longanimidade. “é paciente, tudo sofre e suporta” (versículos 4,7);

e) benignidade e bondade. “é generoso, bondoso, sacrifical, benigno” (versículo 4);

f) fé. “tudo crê” (versículo 7);

g) mansidão. “é manso, não é egoísta e nem soberbo” (versículo 4);

h) temperança. “não se porta com indecência, indelicadeza, impropriedade, possui domínio próprio” (versículo 5).

Como se vê, o fruto de Gálatas 5.22 é visto em 1 Coríntios 13.4-7. O amor de Deus em nós reúne em si todas as virtudes indispensáveis para a frutificação espiritual.

Nenhum comentário:

Postar um comentário