quinta-feira, 26 de julho de 2012

MENSAGEM: O PAI, O FILHO E A FORCA


Havia um homem muito rico, que possuía muitos bens, uma grande fazenda, muito gado e vários empregados à seu serviço. Tinha ele um único filho, um único herdeiro, que ao contrário do pai não gostava do trabalho, nem de compromissos.

O que ele mais gostava era fazer festas, estar com seus amigos e ser bajulado por eles. Seu pai sempre o advertia que seus amigos só estariam ao seu lado enquanto ele tivesse o que lhes oferecer; depois, o abandonariam.

Um dia, o velho pai, já avançado em idade, disse aos seus empregados para construírem um pequeno celeiro. Dentro dele, o próprio pai fez uma forca e, junto a ela, uma placa com os dizeres: PARA VOCÊ NUNCA MAIS DESPREZAR AS PALAVRAS DE TEU PAI.

Mais tarde, chamou o filho e o levou até o celeiro e lhe disse: 

- Meu filho, eu já estou velho e, quando eu partir, você tomará conta de tudo o que é meu... E eu sei qual será o teu futuro. Você vai deixar a fazenda nas mãos dos empregados e irá gastar todo o dinheiro com os teus amigos. Venderá todos os bens para se sustentar e, quando não tiver mais nada, teus amigos se afastarão de você. Só então você se arrependerá amargamente de não me ter dado ouvidos. Foi por isso que construí esta forca.Ela é para você! Quero que você me prometa que, se acontecer o que eu disse, você se enforcará nela. 

O jovem riu, achou um absurdo, mas, para não contrariar o pai, prometeu, pensando que isso jamais pudesse acontecer.

O tempo passou, o pai morreu, e seu filho tomou conta de tudo, mas, assim como seu pai havia previsto, o jovem gastou tudo, vendeu os bens, perdeu os amigos e até a própria dignidade.

Desesperado e aflito, começou a refletir sobre sua vida e viu que havia sido um tolo, lembrou-se do seu pai e começou a chorar e dizer:

- Ah, meu pai, se eu tivesse ouvido os teus conselhos...  Mas agora é tarde, tarde demais...

Pesaroso, o jovem levantou os olhos e longe avistou o pequeno celeiro, era a única coisa que lhe restava.

A passos lentos, se dirigiu até lá e viu a forca e a placa empoeirada e disse:

- Eu nunca segui as palavras do meu pai, não pude alegrá-lo enquanto estava vivo, mas pelo menos vou fazer a vontade dele, vou cumprir minha promessa, já que não me resta mais nada...

Então ele subiu nos degraus e colocou a corda no pescoço e disse:

- Ah se eu tivesse uma nova chance...

Então pulou; sentiu por um instante a corda apertar sua garganta. Mas, o braço da forca era oco e quebrou-se facilmente.

O rapaz caiu no chão e sobre ele caíram jóias, esmeraldas, pérolas, rubis, safiras e brilhantes, muitos brilhantes... 

A forca estava cheia de pedras preciosas e um bilhete também caiu no chão. Nele estava escrito:

Esta é a tua nova chance. Eu te amo muito! Com amor, teu velho e já saudoso pai.

Deus é exatamente assim conosco. Quando nos arrependemos, podemos ir até Ele. Ele sempre nos dá uma nova chance.

Deus ama você!

MENSAGEM BÍBLICA: O CAMINHO DE ENOQUE

"Pela fé, Enoque foi trasladado para não ver a morte; não foi achado, porque Deus o trasladara. Pois, antes da sua trasladação, obteve testemunho de haver agradado a Deus. De fato, sem fé é impossível agradar a Deus, porquanto é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que se torna galardoador dos que o buscam" (Hebreus 11.5,6)
 
Talvez uma das figuras mais impressionantes da Bíblia seja Enoque. Ele estava vivendo na terra entre as pessoas, comendo com elas, andando, conversando; e, de repente, todos o procuraram e não o encontraram. 
 
Ele desapareceu completamente. Deus o transladou. Deus o arrebatou. Você já pensou em alguma coisa desse tipo? Você está andando na rua e, de repente, você desaparece? Deus o toma para Ele? 
 
Deus olha para você aqui na terra e diz: ”Ah, você já está tão parecido com as pessoas aqui do céu. Você não tem mais nada das pessoas aí da terra. E Eu tenho tantas saudades de você. Gosto tanto de conversar com você. Sabe, vou trazer você para ficar eternamente comigo". E, então, Deus arrebata você? 
 
Foi isso que aconteceu com Enoque: ele foi arrebatado. Isso aconteceu porque ele agradou a Deus por causa da sua fé. E a sua fé se baseou em dois pontos: 1) Deus existe – a certeza do invisível (versículo 6). 2) Deus recompensa – a confiança no cumprimento das promessas (versículo 6). (Obs.: Voltamos em Hebreus 11.1: a confiança no cumprimento das promessas e a certeza do invisível).
 
1) Deus existe. Enoque viveu em um tempo em que as pessoas não acreditavam em Deus. Elas podiam até mesmo afirmar com a boca que acreditavam na existência dEle. Contudo, no dia a dia, viviam como se Deus não existisse. 
 
Judas fala sobre isso em Judas 14,15: "Quanto a estes foi que também profetizou Enoque, o sétimo depois de Adão, dizendo: Eis que veio o Senhor entre suas santas miríades, para exercer juízo contra todos e para fazer convictos todos os ímpios, acerca de todas as obras ímpias que impiamente praticaram e acerca de todas as palavras insolentes que ímpios pecadores proferiram contra ele"
 
Obras ímpias – As pessoas não estavam nem aí para Deus. Elas praticavam obras ímpias. Elas viviam de qualquer maneira. Não lhes importava o que Deus dizia. Não lhes importavam os valores de Deus. 
 
Relativização: Elas viviam os próprios valores. Elas não buscavam os valores de Deus. Elas não buscavam aquilo que era absoluto aos olhos de Deus Elas haviam relativizado todas as coisas. 
 
O padrão do que é certo deixou de ser Deus. O padrão do que é certo ficou sendo a vontade do próprio ser humano. Por exemplo: Se Deus estabelece o padrão de não mentir; as pessoas diziam que a questão da mentira é relativa, e, que, em determinadas circunstâncias, deve-se mentir. Se Deus estabelece o padrão de não cobiçar, as pessoas diziam que a questão da cobiça é relativa, e, que, em determinadas circunstâncias, deve-se cobiçar. Se Deus estabelece que o padrão é o sexo dentro do casamento, por causa do vínculo de compromisso e da aliança, as pessoas diziam que o sexo deveria acontecer em qualquer momento, desde que as pessoas se imaginassem comprometidas umas com as outras. 
 
Enquanto as pessoas relativizavam todas as coisas, mostrando com as suas práticas que não acreditavam em Deus, Enoque continuava proclamando a existência de Deus. Ele continuava vivendo segundo os padrões de Deus, sendo fiel à Palavra. 
 
E não somente isso. Enoque não apenas vivia segundo a Palavra de Deus, mas também ele chamava as pessoas à mudança de conduta. Ele não ficou passando a mão na cabeça das pessoas dizendo: “Deus é amor. Deus é cheio de graça. Pode continuar vivendo da mesma maneira”. Não! Antes, Enoque anunciou a verdade. 
 
Ele tinha a certeza da existência de Deus. Ele tinha a certeza da existência dos padrões absolutos de Deus. Ele não abriu mão desses valores absolutos por causa da sociedade. Ele se levantou cheio de ousadia e profetizou contra aquelas pessoas. 
 
Por isso ele obteve testemunho de haver agradado a deus. Por isso ele foi arrebatado! Mas não apenas isso. A fé de Enoque não se apoiava somente na certeza da existência de Deus. Ela também se apoiava na convicção de que Deus recompensa. 
 
Enoque agradou a Deus porque ele cria na existência de Deus e também tinha a certeza de que Deus recompensava aqueles que o buscavam.
 
2) Deus recompensa. Enoque tinha a certeza de que não era fútil viver da maneira como ele vivia. Ele tinha a convicção de que experimentaria benefícios por viver daquela maneira. 
 
Ele não estava andando em santidade por causa de um ideal. Ele andava em santidade por que ele tinha a certeza de que era o melhor para ele. Ele teria ganhos por andar daquela maneira. 
 
As pessoas precisam saber que a vida com Deus tem a promessa da vida aqui e da vida por vir. Deus recompensa. 
 
Mas como Enoque conseguiu forças para viver dessa maneira? Profetizando contra o pecado e permanecendo firme, olhando para as recompensas celestiais? 
 
Em Gênesis, nós encontramos a resposta. O capítulo 5, versículo 24, diz que Enoque andou com Deus. Relacionamento. Construído. Dia após dia. Como em uma caminhada. Perseverança. Continuidade. Constância. Não ao imediatismo. 
 
Um relacionamento com o Senhor é como uma longa caminhada. Não se chega ao destino no primeiro dia, nas primeiras horas, nos primeiros minutos. A cada dia novos passos são dados, a intimidade é construída, e o relacionamento é fundamentado. 
 
Enoque andou com Deus, e a cada dia sua fé no invisível foi consolidada, e então, o próprio Senhor o recompensou.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

MENSAGEM: A ARTE DE JULGAR OS OUTROS


Eram dois vizinhos. Um deles comprou um coelho para os filhos. Os filhos 
do outro vizinho também quiseram um animal de estimação. E os pais desta 
família compraram um filhote de pastor alemão. Então começa uma conversa 
entre os dois vizinhos: 

- Ele vai comer o meu coelho! 

- De jeito nenhum. O meu pastor é filhote. Vão crescer juntos e "pegar" 
amizade!!! 

E, parece que o dono do cão tinha razão. Juntos cresceram e se tornaram 
amigos.Era normal ver o coelho no quintal do cachorro e vice-versa. As 
crianças, felizes com os dois animais. 

Eis que o dono do coelho foi viajar no fim de semana com a família. E não levaram o coelho. 

No domingo, à tarde, o dono do cachorro e a família 
tomavam um lanche tranquilamente, quando, de repente, entra o pastor 
alemão com o coelho entre os dentes, imundo, sujo de terra e 
morto. 

O cão levou uma tremenda surra! Quase mataram o cachorro de tanto 
agredi-lo. Dizia o homem: 

- O vizinho estava certo. Só podia dar nisso! 

Mais algumas horas e os vizinhos iam chegar. E agora?! Todos se olhavam. O 
cachorro, coitado, chorando lá fora, lambendo os seus ferimentos. 

- Já pensaram como vão ficar as crianças? 

Não se sabe exatamente quem teve a idéia, mas parecia infalível:
 
- Vamos lavar o coelho, deixá-lo limpinho, depois a gente seca com o 
secador e o colocamos na sua casinha. 

E assim fizeram. Até perfume colocaram no animalzinho. Ficou lindo. 
Parecia vivo, diziam as crianças. 

Logo depois ouvem os vizinhos chegarem. 
Notam os gritos das crianças. 

- Descobriram! 

Não passaram cinco minutos e o dono do coelho veio bater à porta, 
assustado. 
Parecia que tinha visto um fantasma. 

- O que foi?! Que cara é essa? 

- O coelho, o coelho...
 
- O que tem o coelho? 

- Morreu! 

- Morreu? Ainda hoje à tarde parecia tão bem.
 
- Morreu na sexta-feira! 

- Na sexta?! 

- Foi. Antes de viajarmos, as crianças o enterraram no fundo do quintal e 
agora ele reapareceu! 

A história termina aqui. O que aconteceu depois fica para a imaginação de cada um de nós. Mas o grande personagem desta história, sem dúvida alguma, é o cachorro. Imagine o coitado, desde sexta-feira procurando em vão pelo seu amigo de infância. Depois de muito farejar, descobre seu amigo coelho morto e enterrado. O que faz ele? Provavelmente com o coração partido, desenterra o amigo e vai mostrar para seus donos, imaginando que o fizessem ressuscitar. E o ser humano continua julgando os outros... 

A outra lição que podemos tirar desta história é que o homem tem a tendência de julgar os fatos sem antes verificar o que de fato aconteceu. Quantas vezes tiramos conclusões erradas das situações e nos achamos donos da verdade? Histórias como essa, são para pensarmos bem nas atitudes que tomamos. Às vezes, fazemos o mesmo... 

 
 "Irmãos, não faleis mal uns dos outros. Aquele que fala mal do irmão ou julga a seu irmão fala mal da lei e julga a lei; ora, se julgas a lei, não és observador da lei, mas juiz" (Tiago 4.11).

"Portanto, és indesculpável, ó homem, quando julgas, quem quer que sejas; porque, no que julgas a outro, a ti mesmo te condenas; pois praticas as próprias coisas que condenas" (Romanos 2.1).

"Quem és tu que julgas o servo alheio? Para o seu próprio senhor está em pé ou cai; mas estará em pé, porque o Senhor é poderoso para o suster" (Romanos 14.4).

"Tu, porém, por que julgas teu irmão? E tu, por que desprezas o teu? Pois todos compareceremos perante o tribunal de Deus" (Romanos 14.10).

MENSAGEM BÍBLICA: ACERCA DO JUÍZO TEMERÁRIO - PARTE 2

...

Em Tiago 4.11,12, nos mostra que o único que pode julgar é Deus: “Irmãos, não faleis mal uns dos outros. Aquele que fala mal do irmão ou julga a seu irmão fala mal da lei e julga a lei; ora, se julgas a lei, não és observador da lei, mas juiz. Um só é Legislador e Juiz, aquele que pode salvar e fazer perecer; tu, porém, quem és, que julgas o próximo?”

Tiago mostra que, nós como cristãos não podemos falar mal dos outros (confere: Efésios 4.29/ Tiago 3/ 1 Pedro 3.10) e se falarmos mal ou julgarmos ao próximo, estaremos contra a Palavra de Deus. 

“Não nos julguemos mais uns aos outros; pelo contrário, tomai o propósito de não pordes tropeço ou escândalo ao vosso irmão” (Romanos 14.13).  
  
Não que tenhamos que nos conformar ou concordar com o erro, de maneira alguma. Tem que haver a correção, a exortação (confere: 1 Coríntios 14.3/ 1 Tessalonicenses 2.12)

Exortar é não concordar com erro, porém, sem julgamento condenatório. Não podemos julgar, mas podemos exortar uns aos outros (confere: 1 Tessalonicenses 5.11/ Hebreus 3.12,13; 10.24,25)

Não podemos julgar, mas devemos reprovar o erro (confere: Romanos 13.11-14/ Efésios 5.11-17). Podemos combater o pecado, mas respeitando cada ser humano. 

Exortar não é a mesma coisa que julgar. Exortação é uma coisa totalmente diferente de julgar. Julgar é menosprezar, é condenar, é ter aversão ao que comete erros. Exortar é alertar, é corrigir a quem se ama, é querer ver o bem do outro. 

A exortação faz com que a pessoa evite cometer erros. O que exorta não tem sentimento avesso aquele que tenha cometido o erro, muito pelo contrário, quem exorta é porque ama. 

Em Colossenses 3.16, o apóstolo Paulo diz que devemos instruir e aconselhar uns aos outros com sabedoria. Devemos exortar uns aos outros com amor, mansidão, misericórdia, compaixão, e com sabedoria. 

Quem julga não ama, não corrige. Quando uma pessoa julga a outra, faz com sentimento avesso, condenatório. Foi o que fizeram aqueles escribas e fariseus.

Cristo ensina para que não julgarmos segundo a aparência, como o homem costuma fazer, mas julgar segundo a reta justiça (João 7.24)

Em João 7.20-27, João fala que Cristo foi mal julgado por ter curado um homem no sábado. A Palavra diz que Deus não julga segundo a aparência. “Porém o Senhor disse a Samuel: Não atendes para a sua aparência, nem para a sua altura, porque o rejeitei; porque o Senhor não vê como vê o homem. O homem vê o exterior, porém o Senhor, o coração” (1 Samuel 16.7)

O Senhor não julga na forma que os homens julgam. Ele não aceita a aparência do homem. “E, quanto àqueles que pareciam ser de maior influência (quais tenham sido, outrora, não me interessa; Deus não aceita a aparência do homem), esses, digo, que me pareciam ser alguma coisa nada me acrescentaram” (Gálatas 2.6)

“Porque, se alguém julga ser alguma coisa, não sendo nada, a si mesmo se engana” (Gálatas 6.3)

Em João 18.9-14, Jesus conta uma parábola acerca do fariseu e o publicano. Nessa parábola Ele faz referência àqueles que se achavam justo e menosprezavam aqueles que consideravam de baixo nível (Lucas 18.9,11).

A menção dEle nessa parábola ao fariseu e ao publicano era pela seguinte questão: O fariseu referencia àqueles que mais fielmente cumpriam os seus deveres religiosos. Já os publicanos ou cobradores de impostos, eram considerados pelos demais como “pecadores”. 

O fariseu nessa parábola julgava aos seus semelhantes e ainda se achava o tal diante de Deus (Lucas 18.11,12). Mas Jesus diz que Deus atendeu a oração do publicano e rejeitou a oração do fariseu. Por quê? Porque Deus não atende para a aparência. 

O fariseu só tinha aparência, e só fato dele julgar os seus semelhantes já era o motivo de Deus não concordar com a sua atitude. Já no caso do publicano, sua oração foi ouvida porque ele se humilhou diante de Deus reconhecendo os seus pecados e assim foi perdoado e justificado (confere: Lucas 7.29,30)

“E que vos parece? Um homem tinha dois filhos. Chegando-se ao primeiro, disse: Filho, vai hoje trabalhar na vinha. Ele respondeu: Sim, senhor; porém não foi. Dirigindo-se ao segundo, disse-lhe a mesma coisa. Mas este respondeu: Não quero; depois, arrependido, foi. Qual dos dois fez a vontade do pai? Disseram: O segundo. Declarou-lhes Jesus: Em verdade vos digo que publicanos e meretrizes vos precedem no reino de Deus. Porque João veio a vós outros no caminho da justiça, e não acreditastes nele; ao passo que publicanos e meretrizes creram. Vós, porém, mesmo vendo isto, não vos arrependestes, afinal, para acreditardes nele” (Mateus 21.28-32)

Precisamos, como fiéis seguidores de Cristo, ter o mesmo sentimento que há nEle, não julgando segundo a aparência, mas valorizar cada pessoa, cada ser humano indistintamente (confere: Tiago 2.1-13)

Em 1 Coríntios 13.5, fala que o amor não suspeita mal, ou seja, quem suspeita mal de alguém acaba o julgando e assim deixar de exercer o amor verdadeiro.

Não importa o estado espiritual de cada ser humano, mas o amor de Deus. Aos olhos humanos aquela mulher era desprezível por causa de seus atos pecaminosos, mas aos olhos de Cristo, ela tinha um valor grandioso. Assim, não devemos julgar ao próximo, mas amar indistintamente aos nossos semelhantes.


:: Por Anderson Quadros, mensagens bíblicas.

MENSAGEM BÍBLICA: ACERCA DO JUÍZO TEMERÁRIO - PARTE 1

“Os escribas e fariseus trouxeram à sua presença uma mulher surpreendida em adultério e, fazendo-a ficar de pé no meio de todos, disseram a Jesus: Mestre, esta mulher foi apanhada em flagrante adultério. E na lei nos mandou Moisés que tais mulheres sejam apedrejadas; tu, pois, que dizes? Isto diziam eles tentando-o, para terem de que o acusar. Mas Jesus, inclinando-se, escrevia na terra com o dedo. Como insistissem na pergunta, Jesus se levantou e lhes disse: Aquele que dentre vós estiver sem pecado seja o primeiro que lhe atire pedra. E, tornando a inclinar-se, continuou a escrever no chão. Mas, ouvindo eles esta resposta e acusados pela própria consciência, foram-se retirando um por um, a começar pelos mais velhos até os últimos, ficando só Jesus e a mulher no meio onde estava. Erguendo-se Jesus e não vendo a ninguém mais além da mulher, perguntou-lhe: Mulher, onde estão aqueles teus acusadores? Ninguém te condenou? Respondeu ela: Ninguém, Senhor! Então, lhe disse Jesus: Nem eu tampouco te condeno; vai e não peques mais” (João 8.3-11).

A resposta sábia de Jesus àqueles escribas e fariseus nos leva a uma profunda reflexão: Todos os seres humanos são falhos, sujeitos aos mesmos erros (Atos 14.15), e com isso não cabe a nós julgarmos uns aos outros. Quem somos nós para julgarmos os pecados alheios?

“Quem és tu que julgas o servo alheio? Para o seu próprio senhor está em pé ou cai; mas estará em pé, porque o Senhor é poderoso para o suster” (Romanos 14.4)

Cada um tem seus pecados habituais, suas fraquezas, suas debilidades. Aqueles homens se achavam na condição de julgar aquela mulher, mas aquelas palavras de Jesus os deixaram acusados pela própria consciência. Quem entre eles não haveria cometido pecado algum? 

“... pois todos pecaram e carecem da glória de Deus” (Romanos 3.23)

“Se dissermos que não temos pecado nenhum, a nós mesmos nos enganamos, e a verdade não está em nós. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça. Se dissermos que não temos cometido pecado, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós” (1 João 1.8-10)

Sem Cristo todos nós estamos debaixo de uma mesma condenação, independentemente do pecado que temos cometido (confere: 1Coríntios 6.9,10/ Gálatas 5.16-21/ Efésios 5.3-6)

Mas com Cristo todos os homens, indistintamente, têm o direito à salvação eterna (confere: Atos 17.30,31/ Romanos 3.21-26/ 1 Coríntios 6.11/ Efésios 2; 5.7-10/ Tito 3.3-7)

“Portanto, és indesculpável, ó homem, quando julgas, quem quer que sejas; porque, no que julgas a outro, a ti mesmo te condenas; pois praticas as próprias coisas que condenas. Bem sabemos que o juízo de Deus é segundo a verdade contra os que praticam tais coisas. Tu, ó homem, que condenas os que praticam tais coisas e fazes as mesmas, pensas que te livrarás do juízo de Deus? Ou despreza a riqueza da sua bondade, e tolerância, e longanimidade, ignorando que a bondade de Deus é que te conduz ao arrependimento? Mas, segundo a tua dureza e coração impenitente, acumulas contra ti mesmo ira para o dia da ira e da revelação do justo juízo de Deus, que retribuirá a cada um segundo o seu procedimento:...” (Romanos 2.1-6)

“Que se conclui? Temos nós qualquer vantagem? Não, de forma nenhuma; pois já temos demonstrado que todos, tanto judeus como gregos, estão debaixo do pecado; como está escrito: Não há justo, nem um sequer, não há quem entenda, não há quem busque a Deus; todos se extraviaram, à uma se fizeram inúteis; não há quem faça o bem, não há nem um sequer” (Romanos 3.9-12).

O homem que julga o teu próximo condena a si próprio, pois, como ele pode julgar o próximo por um erro se ele mesmo comete outro erro. Aquele que julga alguém por algum erro, não estará livre do juízo de Deus.

Em Mateus 7.1-5/ Lc 6.37-42, Jesus nos ensinou acerca do juízo temerário. Cristo nos ensina que não devemos julgar para que também não sejamos julgados, porque com o mesmo peso com que julgamos alguém, com o mesmo peso seremos julgados (confere: Colossenses 3.25)

Chama-se de juízo temerário o julgamento apressado, arrogante, baseado em impressões, em informações de segunda mão, em maledicência e no “ouvi dizer”. Para o julgamento não ser temerário, a sua motivação precisa ser trazida à tona e examinada. 

Por trás do juízo podem estar a inveja, o ciúme, a competição e o desejo de vingança. Em outras palavras, o auto-julgamento deve preceder o julgamento alheio.

Muitas vezes reparamos o argueiro que está no olho de alguém e não enxergamos a trave que está diante dos nossos olhos. O argueiro é uma partícula leve, separada de um corpo ou mesmo um cisco, e a trave é um grande tronco ou mesmo um madeiro grosso. Com isso, se julgamos o próximo pela grandeza de seu erro, maior ainda será o nosso erro. 

Antes de julgarmos alguém, temos que examinar a nós mesmos, e enxergarmos o nosso erro primeiro. Aquilo que Paulo diz em 1 Coríntios 10.12, “aquele, pois, que pensa estar em pé veja que não caia”, ele está dizendo pra nós tomarmos conta da nossa vida, para vermos como ela está e que estilo de vida estamos vivendo. 

É por isso que Paulo, em 1 Coríntios 11.28, diz, “examine-se, pois, o homem a si mesmo”, pois, devemos examinar a nossa vida e vê, que Cristianismo estamos vivendo hoje, que tipo de pessoa somos hoje, que tipo de cristão somos nós (confere: 2 Coríntios 13.5-10/ Gálatas 6.3).
 
No momento em que fazemos o exame de nós mesmos, percebemos o quanto nós não somos nada sem Deus e com isso, veremos que não temos o direito de julgar ninguém. Veremos quão grande é a misericórdia dEle sobre as nossas vidas. Se não fosse a Graça de Cristo estaríamos todos, sujeitos a condenação eterna. 

“Porque, se julgássemos a nós mesmos, não seriamos julgados. Mas, quando julgados, somos disciplinados pelo Senhor, para não sermos condenados com o mundo” (1 Coríntios 11.31,32)

Jesus nos diz que aquele que julga o próximo é um hipócrita, pois, não consegue tirar a trave que há em seus olhos e pensa que pode tirar o argueiro dos olhos de outrem.
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